Ora, pílulas

Resmungos e pitacos



Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

Raça do caralho!!!!!


Eu trabalhei durante quase dois anos na imprensa sindical. Neste período, pude conhecer um pouco mais sobre esse universo tão amplo e tão controverso. Descobri (ou comprovei) quais eram os pontos bons e ruins do sindicalismo brasileiro.
O pior, dirão alguns, é o peleguismo. Mas existem pelegos e pelegos. Tem sindicato que é pouco combativo, mas que oferece bons convênios e serviços. Isso é insuficiente, claro, mas é melhor que nada. Sim, porque existe um sindicado que não oferece porra nenhuma. A do jornalismo.

Quando eu e meus amigos descíamos o malho no sindicado dos jornalistas, geralmente nos perguntavam: "Por que o sindicato é ruim? Porque é pelego?". E dizíamos: "Antes fosse, porque sindicato pelego pelo menos dá assessoria jurídica e presta assistência médica, odondológica e ainda oferece clube de campo e colônia de férias".

E o que os filhos da puta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo nos oferece?

Nada!!!!

Esse é o único sindicato que consegue perder convênio, em vez de conseguir novos acordos ¿ como aconteceu há alguns anos. Até os filiados ao Sindicato dos Fiscais da Natureza têm mais vantagens que a gente.

E trabalho é algo que eu não vejo esses cusões realizarem. Falam o diabo dos sindicalistas metalúrgicos, mas eu me cansei de ver os caras organizando atos e assembléias em porta de fábrica de madrugada. Os caras acordavam quatro, cinco da manhã para chegar antes dos trabalhadores e organizarem manifestações pra impedir demissões ou conseguir reajuste salarial. Todo fim de ano, nego ganhava um bom dinheiro com Participações nos Lucros e/ou Resultados (PLR). Qualquer fábrica de fundo de quintal pagava o suficiente pra turma pagar as contas de final de ano e ainda comprar presentes no Natal. Tudo garantido em convenção coletiva. Em suma: os caras ralavam pela categoria.

E a gente?

Temos PLR garantida em convenção, mas quem é que paga isso pra gente? E o sindicato, onde está, que não faz porra nenhuma? Sabe o que eles fizeram este mês? Conquistaram reajuste de 3,72% (aumento real de 1,10%), sendo que esse valor era simplesmente a contraproposta dos patrões. Ou seja: eles não discutiram porra nenhuma, não debateram, não fizeram pressão. Aceitaram o primeiro valor que lhes ofereceram.

Vão todos tomar no olho do cu!!!!! Raça do caralho!!! Se eu, ou qualquer colega do jornal onde trabalho, for conversar com meu chefe, conseguiríamos um reajuste melhor que essa miséria que vocês anunciaram, bando de vagabundos parasitas. Nâo preciso de vocês, seu bastardos!!!!

Os filhos da puta nunca vieram na redação prestar contas do seu trabalho. Mas quando teve eleição, vieram pedir votos. Ficaram quase uma hora falando com a gente, EM PLENO HORÁRIO DE FECHAMENTO!!! Caralho, são tão vagabundos que não devem nem saber o que é "horário de fechamento". Se soubessem, não teriam ido lá no jornal atrapalhar nossa vida. Em horário de fechamento, a gente não consegue dar atenção nem pra mãe ou pra esposa, que dirá pra esses cornos!!!!

Aliás, eu xingo o sindicato, mas todo trabalhador tem o representante que merece. Se nosso sindicato é um lixo, é porque jornalista é uma raça de filhos da puta, também. Bando de arrogantes e presunçosos que só pensam em si mesmos e passam o dia inteiro pensando em puxar o tapete do colega de redação. É por essas e outras que somos o povo mais desunido que existe. Como vamos conquistar alguma coisa??

O resultado taí: R$ 50,00 de reajuste pra quem ganha piso de cinco horas e 3,75% pra quem ganha piso de sete (o que não deve dar nem R$ 80,00). Sem falar que todo mundo em jornal trabalha, pelo menos, nove horas diárias. Bem que eu devia ter ouvido meu pai, que sempre me pediu pra eu fazer engenharia.

postado por: MONOGLOTA 12:48 PM

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Terça-feira, Dezembro 19, 2006

SANDICES

Indignação?


Se você entra na internet apenas para saber qual é a nova contratação do XV de Novembro de Itapipoca ou para descobrir qual é a banda nova que está "bombando" nos meios "mudernos", não deve saber que os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, no afã de conseguir sua reeleição em suas respectivas Casas (da sogra?), aprovaram um aumento de 91% para os salários dos parlamentares. Esse aumento permite um reajuste em cascata nas assembléias legislativas e também nas câmaras municipais, já que há dispositivos que estabelecem o teto salarial a partir do salário dos legisladores de Brasília. Hoje, o STF derrubou este reajuste, mas o mesmo pode ser sacramentado se o projeto for aprovado em plenário na Câmara e no Senado.
Curioso notar que, para reajustar em R$ 50 ou R$ 70 o já mirrado salário mínimo, os mesmos parlamentares fazem um escarcéu do caralho. "Vai arrombar o orçamento blá, blá, blá...".
Só não sei o que é pior. Essa putaria dos parlamentares ou a letargia das entidades, associações e organizações representativas. Ou seja, reações efetivas, que realmente façam algum tipo de efeito. Não esses protestos meia-boca, em que neguinho coloca nariz de palhaço e fica queimando bonecos de pano e posando para fotos com cartazes cheios de frases de efeito. Ações inócuas que, convenhamos, serve apenas para que os protagonistas digam: "fiz minha parte". Resultado, que é bom...
Digo isso só pra resmungar a respeito do que tenho lido nos jornais. Vários colunistas, jornalistas e "formadores de opinião" andam dizendo que o brasileiro vem se indignando como nunca com esse aumento dos parlamentares. Que isso é indício de politização, de conscientização e o diabo a quatro.

Você realmente acredita nisso?

Lembro que, quando explodiram o escândalo dos fiscais em São Paulo, e as maracutais na Câmara Municipal da capital, começaram a distribuir um adesivo com os seguintes dizeres: "Eu tenho vergonha dos vereadores corruptos de São Paulo". Alguém viu nisso um sinal de evolução do brasileiro? Alguém viu nisso um precedente de fim da impunidade? São Paulo melhorou de lá pra cá?

Só vou acreditar em mudança de verdade nesse país quando houver uma onda de revoltas em todo o Brasil, liderada por brasileiros famélicos, ignorantes e revoltados. E não me venha com essa imbecilidade de "revolução do proletariado". Pergunte ao bóia-fria se ele sabe o que isso quer dizer.


A classe e a categoria de Chico Bacon



Peguei do ótimo site do Caco Galhardo


Já ia me esquecendo...

O layout! Preciso de um layout novo para esta bodega. Até pra colocar os links do povo... Alguém se habilita? Aceito indicações.


PERGUNTA IDIOTA

E o Fidel, não vai acompanhar o "hermano" Pinochet?


AI-MEU-DEUS-DO-CÉU



A minha completa falta de tempo (e de um computador em casa) fez com que eu protelasse o texto sobre o primeiro número da Rolling Stone brasileira. Uma tentativa de retomada após a grande aventura ocorrida nos anos 70. A revista, salvo uma ou outra mancada, estava ótima. Entrevistas bacanas com Bob Dylan, Killers e Jack Nicholson compensavam mancadas como os elogios ao disco novo do Caetano Veloso. Na capa, a top model Gisele Bünchen. E ainda teve gente que reclamou.
Não sei porquê. Afinal, a modelo não é nenhum ícone brega, para que os fãs de música se ofendessem com a capa. Eu, do meu lado, esperava que a revista avacalhasse, sim, mas lá pro final do ano que vem. Como sou ingênuo.

postado por: MONOGLOTA 6:40 PM

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